quinta-feira, 22 de março de 2012

A presença do talha-mar-negro (Rynchops niger) na laguna de Piratininga, município de Niterói (RJ).

O talha-mar-negro (Rynchops niger) habita costumeiramente as águas interiores e sua presença no litoral não é muito comum. Aqui é relatada a presença de um grupo de cerca de quarenta indivíduos desta espécie, durante alguns dias do mês de setembro de 1998, na laguna de Piratininga, município de Niterói, Estado do Rio de Janeiro, Brasil.


A ave conhecida como talha-mar-negro, ou corta-água pertence à família Rynchopidae da ordem Charadriiformes, com três representantes no gênero: Rynchops flavirostris na África, Rynchops albicollis na Índia e Rynchops niger na América do Sul (Harrison, 1987).

Parecidos com os trinta-réis Phaetusa e Sterna, os talha-mares apresentam a conformação do bico bastante característica com a mandíbula mais comprida que a maxila, achatada lateralmente a semelhança de lâmina de faca (Sick,1997), o que os torna inconfundíveis. Contribui ainda para a singularidade da ave, o fato da pupila apresentar-se verticalmente. Apresenta coloração negra nas partes superiores. Testa, bochechas, partes inferiores e borda das rêmiges secundárias (parte externa das asas) de cor branca. A cauda é ligeiramente bifurcada e as penas externas são brancas. A parte basal do bico é vermelha e a parte distal é negra. Os pés são vermelhos e pequenos com as membranas interdigitais pouco desenvolvidas. Medem cerca de cinqüenta centímetros, sendo o macho maior do que a fêmea.


Alimentam-se de peixes e camarões que capturam voando com a mandíbula imersa na água enquanto a maxila permanece aberta sobre a água (figura 1). Assim que a presa é tocada, a maxila fecha-se sobre a mandíbula (figura 2) e a ave flexiona rapidamente a cabeça em direção ao esterno (figura 3), volta à posição normal e eleva-se no ar com a presa no bico (figura 4), engolindo-a imediatamente.



O sistema vascular e nervoso do bico é bastante eficiente, o que favorece a regeneração da ponta da mandíbula que se desgasta com certa facilidade ou mesmo quebra-se durante o ato de captura de alimentos (Zusi, 1975). A sensibilidade conferida por uma inervação abundante é fundamental para que a ave possa sentir a presa quando ela toca a mandíbula submersa.
 Pinto (1978) reconheceu duas subespécies no Brasil, Rynchops niger cinerascens, mais ao norte, inclusive Colômbia e Guianas e o extremo norte de Mato Grosso, e outra Rynchops niger intercedens mais leste meridional até o Rio Grande do Sul.
Preferem pescar no crepúsculo e mesmo à noite, quando competidores potenciais como Phaetusa e Sterna não conseguem faze-lo.
Nidificam em colônias esparsas, às vezes próximas às colônias de Phaetusa em ninhos escavados na areia, ao longo das praias dos rios. A postura consta de três a quatro ovos, e ocorre de maio a setembro. No alto rio Negro, estado do Amazonas, ocorrem posturas em agosto e setembro quando o nível das águas está baixo (observação pessoal).
A laguna de Piratininga fica situada no litoral sul do município de Niterói e ocupa uma área de aproximadamente dois e meio quilômetros quadrados, com uma profundidade que varia de trinta centímetros até um metro e setenta centímetros, e recebe as águas dos rios Jacaré, Arrozal, Santo Antônio e Cafubá, e comunica-se com a laguna de Itaipu através do canal de Camboatá.
Apesar de sérios problemas de eutrofização artificial, devido ao esgoto doméstico da região oceânica do município lançado em suas águas através dos rios e a precária renovação da água pelo mar, além da ocupação desordenada de suas margens, a laguna abriga uma comunidade de aves bastante significativa, cujas populações oscilam ao longo do ano (Lemos, 2002).
            Em vinte de novembro de 1998, notamos a presença de um grupo composto por cerca de quarenta talha-mares-negros (Rynchops niger) na laguna de Piratininga.
            Descansavam na água rasa, vez por outra um indivíduo levantava vôo para logo retornar ao grupo. Permaneciam juntos com os colhereiros (Ajaia ajaja), garças (Egretta alba) e maguaris (Ardea cocoi). Ficaram no local poucos dias, pois em vinte e três de setembro não foram mais vistos.
            Como a presença do talha-mar no litoral não é comum, ocorrendo apenas durante o período de migrações nos estuários (Sick, 1985), julgamos oportuno comunicar a ocorrência, lembrando que Pacheco (1988) relatou a presença da ave na baía de Guanabara.

Agradecimentos: Ao meu filho Felipe André que preparou os desenhos transmitindo com perfeição a técnica de pesca da ave, e ao Dr Leo Fukui que cedeu a fotografia.


REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:

HARRISON, P. 1987. Seabirds of the world. A photographic guide. Christopher Helm Ltd. Londres.

LEMOS, M. 2002. Aves da laguna de Piratininga, Niterói (RJ). www.communities.msn.com.br/ORNITOAVES

PACHECO, J.F. 1988. BOLETIM FBCN 23:104-120 em SICK, H. 1997.      ORNITOLOGIA BRASILEIRA. Editora Nova Fronteira, Rio de Janeiro.

PINTO, O.M.de O. 1978. NOVO CATÁLOGO DAS AVES DO BRASIL.Primeira Parte. MZUSP, São Paulo.

SICK, H. 1997. ORNITOLOGIA BRASILEIRA. Editora Nova Fronteira, Rio de Janeiro.

ZIMMER, J.T. 1938. Notes on migrations of South American birds. AUK 55:405-410.

ZUSI, R. L.1975. Gulls, auks and their relatives. In GRZIMEK’S ANIMAL LIFE ENCYCLOPEDIA. Volume 8. Van Nostrand Reinhold Company, New York.

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

AVES DA USINA TERMOELÉTRICA NORTE FLUMINENSE – MACÁE – RJ

Môsar LEMOS, Antonio Carlos da Silva BRESSAN e Eduardo RUBIÃO
CEFEN - Centro de Estudos da Faculdade de Engenharia da UERJ

Pesquisa desenvolvida através do Programa de Pesquisa e Desenvolvimento da Usina Termoelétrica Norte Fluminense (P&D/UTENF).

Introdução

Em termos gerais, a Floresta Atlântica pode ser vista como um mosaico diversificado de ecossistemas, apresentando estruturas e composições florísticas diferenciadas, em função de diferenças de solo, relevo e características climáticas existentes na ampla área de ocorrência desse bioma no Brasil. Atualmente, restam 7,3% de sua cobertura florestal original, tendo sido inclusive identificada como a quinta área mais ameaçada e rica em espécies endêmicas do mundo. Na Floresta Atlântica existem 1.361 espécies da fauna brasileira, com 261 espécies de mamíferos, 620 de aves, 200 de répteis e 280 de anfíbios, sendo que 567 espécies só ocorrem nesse bioma. Possui, ainda, cerca de 20 mil espécies de plantas vasculares, das quais oito mil delas também só ocorrem na Floresta Atlântica. Vale lembrar que, no sul da Bahia, foi identificada, recentemente, a maior diversidade botânica do mundo para plantas lenhosas, ou seja, foram registradas 454 espécies em um único hectare. A exploração da Floresta Atlântica vem ocorrendo desde a chegada dos portugueses ao Brasil, cujo interesse primordial era a exploração do pau-brasil. O processo de desmatamento prosseguiu durante os ciclos da cana-de-açúcar, do ouro, da produção de carvão vegetal, da extração de madeira, da plantação de cafezais e pastagens, da produção de papel e celulose, do estabelecimento de assentamentos de colonos, da construção de rodovias e barragens, e de um amplo e intensivo processo de urbanização, com o surgimento das maiores capitais do país, como São Paulo, Rio de Janeiro, e de diversas cidades menores e povoados. A conservação da Floresta Atlântica tem sido buscada por setores da iniciativa privada, e vários estudos e iniciativas têm sido desenvolvidos nos últimos anos, gerando um acervo de conhecimento e experiência significativo. A natureza exuberante que se estendia pelos cerca de um milhão de quilômetros quadrados de florestas na época do descobrimento marcou profundamente a imaginação dos europeus. Mais do que isso, contribuiu para criar uma imagem paradisíaca que ainda hoje faz parte da cultura brasileira, embora a realidade seja outra. A exploração predatória a que foi submetido destruiu mais de 93% deste “paraíso”. Uma extraordinária biodiversidade, em boa parte peculiar somente a essa região, está seriamente ameaçada. Espécies imponentes de árvores são encontradas no que ainda resta deste bioma, como o jequitibá-rosa, de 40 metros de altura. Também se destacam nesse bioma várias outras espécies: o pinheiro-do-Paraná, o cedro, as figueiras, os ipês, a braúna e o pau-brasil, entre muitas outras. Paralelamente à riqueza vegetal, a fauna é o que mais impressiona na região. A maior parte das espécies de animais brasileiros ameaçados de extinção é originária da Floresta Atlântica, como os micos-leões, a lontra, a onça-pintada, o tatu-canastra e o muriqui. Fora desta lista, também vivem na região onças-pardas, gambás, tamanduás, preguiças, antas, veados, cotias, quatis, cachorros-do-mato, ouriços, lagartos, serpentes, anfíbios os mais variados, etc. Entretanto as aves representam a maior riqueza da Floresta Atlântica com mais de 600 espécies conhecidas, algumas delas raras ou ameaçadas de extinção. 

A área da UTE Norte Fluminense

Neste contexto está encravada a Usina Termoelétrica Norte Fluminense, com uma área de aproximadamente 10 ha. Este remanescente florestal abriga uma faixa de vegetação arbórea típica da Floresta Ombrófila Densa Sub-montana em diferentes estados de maturidade. A área está dentro da conhecida baixada úmida litorânea. São capoeirões ao longo das encostas das elevações como também nas planícies mais abaixo. Alguns trechos, sob a influência do rio Macaé apresentam a vegetação inundada, e áreas de capoeiras e capoeirinhas são as mais representativas em todo o perímetro da usina, encontrando-se algumas fruteiras. A área é limitada por extensas áreas de pastagem, inibindo a movimentação da fauna que vive nas florestas vizinhas. A cobertura vegetal é formada na sua maior parte por extensas áreas degradadas, ocorrendo nas pequenas encostas dos morrotes segmentos de floresta úmida em melhor estado de conservação.



  

As aves no Estado do Rio de Janeiro

O Estado do Rio de Janeiro é um dos mais bem inventariados do país. Além dos registros dos naturalistas viajantes do século XIX, a criação do Museu Nacional e as extensas coleções ornitológicas nele abrigadas fornecem um precioso testemunho das distribuições históricas das aves no Estado. Entretanto a ausência de dados quantitativos no inventário histórico das aves, combinada com a intensa ação antrópica no Estado, faz com que hoje seja difícil avaliar quais teriam sido a distribuição e abundância original de diversos elementos da avifauna. Existe uma relação complexa entre abundância e facilidade de detecção. Muitas espécies são fáceis de localizar por seus hábitos, tamanho grande ou vocalizações inconfundíveis e, portanto consideradas freqüentes, embora ocorram em densidades relativamente baixas. Outras espécies como gaviões, formicarídeos e tiranídeos de interior de mata têm hábitos discretos e são facilmente confundidas ou identificadas apenas pelos gêneros. Há limitações na representativa geográfica do inventário de fauna no Estado, mas isso não impede a obtenção de dados qualitativos sobre a presença das espécies nas áreas amostradas, entretanto as ausências não significam necessariamente que a ave não está lá, mas que ele pode simplesmente não ter sido encontrada. Certas aves são bem detectadas por captura em redes de neblina, outras por vocalização e outras através da visualização. A associação dos três métodos de amostragem costuma detectar a maioria das espécies de uma determinada área. Além disso, a amostragem deve ocorrer durante pelo menos um ano, cobrindo as variações sazonais de temperatura, umidade, precipitação, ventos, etc. A presença de aves migratórias acrescenta um elemento novo ao levantamento ornitológico. A destruição dos habitats, a caça, a introdução de predadores, competidores e doenças exóticas têm sido as principais causas de extinção das aves. No Estado do Rio de Janeiro a destruição e fragmentação da Floresta Atlântica é a principal ameaça para a maior parte da avifauna nativa. Grande parte das espécies ameaçadas está nos ambientes de mata, sendo que as de mata de baixada estão submetidas à maior risco em conseqüência do quase total desaparecimento desse ecossistema.

Aroeira com frutos em julho

As aves observadas na UTE Norte Fluminense

A lista das aves observadas na UTE Norte Fluminense está organizada seguindo a nomenclatura popular adotada por Sick (1997) e a sistemática do Comitê Brasileiro de Registros Ornitológicos (2008).

Família
Espécie
Reg
Data
Obs
Ambiente
1
Tinamidae
Crypturellus parvirostris
Inhambú-chororó
V
19/08/09

F
2
Anatidae
Cairina moschata
Pato-do-mato
I
01/07/09

SV
3
Ardeidae
Ardea alba
Garça-branca-grande
I
01/07/09

A
4

Ardea thula
Garça-branca-pequena
I
21/12/09

SV
5

Bubulcus ibis
Garça-vaqueira


Uma
cabeça

6
Cathartidae
Coragyps atratus
Urubu
I
03/06/09

SV
7

Cathartes aura
Urubu-de-cabeça-vermelha
I
03/06/09

SV
8
Accipitridae
Buteogallus meridionalis
Gavião-casaca-de-couro
I
03/06/09

C, SV
9

Rupornis magnirostris
Gavião carijó
I
01/07/09

D, SV
10

Rosthramus sociabilis
Gavião caramujeiro
I
07/01/10

A
11
Falconidae
Falco sparverius
Falcão quiri-quiri
I
03/06/09

C
12

Herpetotheres cachinans
Acauã
I
01/07/09

F, D
13

Caracara plancus
Carcará
I
01/07/09

SV
14

Milvago chimachima
Carrapateiro
I
03/06/09

SV
15
Aramidae
Aramus guarauna
Carão
I
19/08/09

A
16
Rallidae
Porzana albicollis
Sanã carijó
V
01/07/09

A
17
Cariamidae
Cariama cristata
Seriema
V, I
01/07/09

C, F
18
Charadriidae
Vanellus chilensis
Quero-quero
I
03/06/09

C, S
19
Columbidae
Patagioenas picazuro
Pomba trocal, asa-branca
I
03/06/09

SV, C
20

Columbina talpacoti
Rolinha
I
03/06/09

C, S, F
21
Cuculidae
Crotophaga ani
Anu-preto
I
03/06/09

C
22

Guira guira
Anu-branco
I, V
01/07/09

C
23
Tytonidae
Tyto alba
Suindara
I
24/02/10
Bambu
C
24
Strigidae
Athene cunicularia
Coruja buraqueira
I
03/06/09

C, S
25
Caprimulgidae
Nyctidromus albicollis
Bacurau
V
19/08/09

C, S
26
Trochilidae
Eupetomena macroura
Beija-flor tesoura
I
19/08/09

C,
27

Chlorostilbon aureoventris
Besourinho
I
22/12/09

F
28
Picidae
Colaptes campestris
Pica-pau-do-campo
I
03/06/09

C, S
29

Picumnus cirrathus
Pica-pau-anão-barrado
I
01/07/09

F, D
30
Tyrannidae
Tyranus melancholicus
Suiriri
I
03/06/09

F
31

Pitangus sulphuratus
Benteví
I
03/06/09

F
32

Myiodinastes maculatus
Benteví rajado
I
22/12/09

F
33

Mionectes rufiventres
Abre-asas-cabeça-cinza
I
08/01/10

F, D
34
Hirundinidae
Tachyneta leucorrhoa
Andorinha-de-sobre-branco
I
01/07/09

C
35

Progne tapera
Andorinha-grande
I
01/07/09

C
36

Notiochelidon cyanoleuca
Andorinha-comum-das-casas
I
01/07/09

C
37
Troglodytidae
Troglodytes musculus
Cambaxirra
I, V
03/06/09

F
38
Mimidae
Mimus saturninus
Sabiá-do-campo
I
01/07/09

C
39
Vireonidae
Vireo olivaceus
Juruviara
I, V
22/12/09

F, D
40
Turdidae
Turdus rufiventris
Sabiá-laranjeira
I, V
19/08/09

F
41

Turdus amaurochalinus
Sabiá-poca
I
19/08/09

C
42
Coerebidae
Coereba flaveola
Cambacica
I


F, D
43
Thraupidae
Thraupis sayaca
Sanhaço azul
I, V
03/06/09

F
44

Dacnis cayana
Saí azul
I
01/07/09

F, D
45

Euphonia chlorotica
Vi-Vi
V
19/08/09

F, D
46

Tangara cayana
Saíra amarela
I
08/01/10

F, D
47
Emberizidae
Sicalis flaveola
Canário-da-terra
I, V
01/07/09

C
48

Sporophila caerulescens
Coleirinho
I
19/08/09

C
49

Volatinia jacarina
Tiziu
I, V
19/08/09

C
50
Icteridae
Molothrus bonariensis
Chopim
I
01/07/09

C
51

Cacicus haemorrous
Guaxe
I
01/07/09

F, D
52
Passeridae
Passer domesticus
Pardal
I
03/06/09

C, S
Legenda: A = Alagado; C = Campo; D = Dossel; F = Floresta; I = Avistamento; S = Solo; SV = Sobrevôo;V = Vocalização;

AGRADECIMENTOS
          
           Aos administradores e funcionários da Usina Termoelétrica Norte Fluminense, pelo carinho e apoio irrestrito ao nosso trabalho.  

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

ALL THE BIRDS OF BRASIL: An identification guide. Deodato Souza.  Salvador : Editora DALL. 2002.
AVES COMUNS DO PLANALTO CENTRAL. Paulo de Tarso Zuquim Antas e Roberto B Cavalcanti. Brasília : Editora UNB. 1998.
DA EMA AO BEIJA-FLOR. Zoologia Brasílica. Volume 4. Eurico Santos. Belo Horizonte  : Editora Itatiaia. 1979.
EAGLES, HAWKS AND FALCONS OF THE WORLD. Leslie Brown and Dean Amadon. New Jersey : The Wellfleet Press. 1989
ORNITOLOGIA BRASILEIRA. Helmut Sick. Edição revista e ampliada por José Fernando Pacheco. Rio de Janeiro : Editora Nova Fronteira. 1997.
OS BEIJA-FLORES DO BRASIL. Rolf Grantsau. Rio de Janeiro : Editora Expressão e Cultura. 1988.
OWLS OF THE WORLD: Their lives, behavior and survival. James R Duncan. New York : Firefly Books. 2003.
PÁSSAROS DO BRASIL. Zoologia Brasílica. Volume 5. Eurico Santos. Belo Horizonte : Editora Itatiaia. 1979. Seriema




Seriema


 Gavião Carijó

Coruja buraqueira

Urubu

Acauã


Garça


Gavião-caramujeiro jovem

Gavião carrapateiro


Gavião-casaca-de-couro jovem

Anu